Eu tinha tudo pra dar errado. E dei, pensou Luiza sentada na cadeira, enquanto olhava o tempo passar sem a bondade de um pit stop.
Estava na varanda, xícara na mão. Fizera um café pra se manter aquecida naquela noite chuvosa.Tinha tido um dia difícil.
Saíra pela manhã pra cumprir seus deveres de estudante e à tarde fora resolver algumas coisas. Andou até chegar a um de seus destinos. Precisava comprar um novo pen-drive, pois tinha emprestado o antigo pra uma amiga e nunca mais viu o objeto. Luiza se irritava com essas coisas, mas resolveu deixar pra lá.
A loja estava lotada, mas por algum motivo ganhou a graça do atendente e logo estava com o pen-drive em mãos. Ainda tinha que passar em mais um lugar, e da loja partiu com pressa.
Luiza gostava de arte e se apaixonou pelas pinturas. Pintava com frequência e suas pinturas retratavam seus sentimentos. Tinham personalidade. Seu amigo, Heitor, era dono de uma galeria e sabia dessa veia artística de Luiza - isso ela não sabia muito de onde vinha. Já ouvira falar em alguma ocasião de família que seus pais tinham dons artísticos, mas não sabia muita coisa. Luiza perdera os pais muito nova e fora criada por parentes distantes. Os únicos que a aceitaram.
Heitor pediu que ela fosse em sua galeria com o portfólio. Estava interessado em expor os quadros, e ela ficou muito animada. A galeria então seria o segundo destino de Luiza.
No caminho, ela pensava em como se sentiria feliz na sua primeira exposição e em como isso impulsionaria sua carreira. Estava excitada. Ao chegar, foi recebida por Heitor e por seu sócio. Luiza estava exausta da caminhada. O sol a deixara enfadada.
Suas pinturas têm muita vida, disse Heitor. E conseguem ser profundas, completou.
Luiza, agradecida, sorriu. Mas, percebeu que a feição do sócio de Heitor não mostrava nenhuma alteração enquanto folheavam o material.
São bonitas, porém imaturas. Não precisamos disso, falou João rispidamente. Era o sócio.
Luiza murchou. A voz faltou naquele momento. Olhou pra Heitor e percebeu tristeza nele também. Mas a sua era maior. Transbordava. Heitor não pôde fazer nada, pois João era o sócio majoritário.
Luiza caminhava em direção ao ponto de ônibus desolada. Sentia que não fazia parte do mundo. Ela não tinha sentido.
Chegou em casa e tomou um banho. Seus pés doíam muito. Ela não conseguia pensar em nada mais. A tristeza se apoderara do seu ser.
Colocou a água no fogão e foi pro quarto vestir algo confortável. Queria ficar quieta, e sozinha.

Ah quero Luiza parte 2 já ;) Super vdd, a gente sempre acaba acreditando na opinião negativa, pq? N sei, mas elas prendem a gente. Mas Luiza vai encontrar alguem q a impulsione a acreditar na opinião positiva ;)
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