Ali, na cama, João a observava. Ele a olhava com delicadeza. Havia amor em seus olhos.
João percorria, com o seu olhar, todos os contornos de Luiza, sem deixar passar um único detalhe. Notou que em ambos os braços, ela tinha uma mancha, porém com texturas diferentes.
E ali imaginou a história dessas manchas.
O que havia causado essas manchas, se Luiza as tinha desde que nasceu e se perguntou se Luiza gostava delas.
Começou então a tocá-la devagar, com bastante suavidade - não queira acordá-la -, fazendo com as mãos o mesmo trajeto que fizera com o olhar.
João queria sentir Luiza.
Enquanto suas mãos passeavam, João percebia as curvas daquele corpo que estava colado ao seu.
Gostou de sentir o quanto aquela pele era macia.
Luiza não se mexia. Totalmente entregue ao gozo de um sono profundo.
Era gostoso o calor que emanava do corpo dela e João a mantinha bem perto.
João sentia o odor que exalava daquele corpo.
Tinha uma fragrância tenra, como a de uma menina.
João ficou horas admirando aquela imagem, dizendo a si mesmo que jamais permitiria que a alguém a machucasse.
Naquele momento, ele se deu conta de que era amor.
Ele a amava!
João a beijou e adormeceu com Luiza em seus braços.
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